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Mercados e estratégia
Em 2015, a economia brasileira vive um
momento de retração, que se aprofunda
com a volatilidade do mercado de câmbio, a
recente desvalorização do real e o aumento
da inflação. Trata-se de questões com im-
pactos potenciais específicos em cada mer-
cado em que a Raízen atua.
A distribuição de combustíveis tende a ser
mais influenciada em um cenário de retração
econômica. Enquanto as vendas no segmen-
to de varejo apresentam um comportamen-
to mais relacionado com a frota de veículos
leves, portanto mais resiliente ao longo do
tempo, a venda de diesel é estreitamente cor-
relacionada com a atividade econômica. De
qualquer forma, a estratégia de crescimento
por meio do embandeiramento, do posicio-
namento da marca e da contínua eficiência
logística continuará impulsionando a perfor-
mance do negócio.
Nesse cenário, não há impactos signifi-
cativos nas vendas de açúcar, uma vez que
75% da produção da Raízen é exportada e
o consumo doméstico tende a não sofrer
grandes variações, mesmo em uma cenário
econômico adverso.
Já o mercado de etanol, produto que é co-
mercializado em grande parte no Brasil, vem
sendo afetado positivamente por medidas
regulatórias e de políticas públicas tomadas
a partir da segunda metade do ano-safra de
2014/2015, como o incremento na mistura
de etanol anidro à gasolina e a recomposição
dos preços desse derivado do petróleo. Tais
medidas aumentaram a demanda pelo etanol
derivado da cana e mitigaram os efeitos do
ambiente macroeconômico desfavorável. Por
sua vez, o etanol exportado do Brasil tende
a ganhar competitividade em um cenário de
maior valorização da moeda norte-americana.
A cogeração de energia viveu, na safra
de 2014/2015, um momento favorável por
uma combinação de estrutura do merca-
do e conjuntura climática. A maior parte da
energia excedente produzida pelas unidades
da Raízen é vendida previamente por meio
de contratos de longo prazo, o que torna
o negócio relativamente imune a variações
bruscas no mercado. Para a parcela comer-
cializada no curto prazo, cerca de 15% da
produção total de bioenergia da companhia,
a escassez hídrica prolongada manteve os
preços no topo da variação permitida pelo
regulador governamental, o que compensou
em parte a queda na demanda provocada
pela retração econômica. Para o ano-safra
de 2015/2016, a atividade econômica tende
a impactar o consumo de energia elétrica e,
por consequência, o nível de preços, resul-
tando em uma rentabilidade relativamente
menor para o negócio de bioenergia.
Para enfrentar os desafios do momen-
to atual e do futuro, a Raízen mantém sua
aposta em excelência operacional, disciplina
na alocação de capital, redução de custos e
ênfase na inovação como alavanca de produ-
tividade (
leia mais sobre inovação na Raízen
no capítulo 3, pág. 44
). Essa é a combinação
que permitiu a construção de resultados con-
sistentes desde a criação da empresa.
Vista panorâmica da unidade Jataí
Terminal de Rondonópolis
Torre de energia
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