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do que a oferta inicial –, na maior operação
de lançamento desses títulos já realizada no
mercado brasileiro. Foi a primeira vez que
a Raízen buscou no mercado recursos de
pessoas físicas: cerca de 2 mil investidores
compraram CRAs. Essa emissão está em
linha com a estratégia de diversificação de
fontes de financiamento a custos atrativos.
A empresa tem em seu portfólio de dívidas
empréstimos sindicalizados com bancos
internacionais, debêntures, títulos de dívida
no mercado internacional e linhas de crédi-
tos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), contratadas
para alguns de seus projetos de expansão.
O sucesso na emissão de CRAs confirma
a confiança dos investidores e a posição só-
lida da Raízen no mercado. A companhia é
considerada
investment grade
(escala global)
pelas principais agências internacionais de
classificação de risco, obtendo a nota máxi-
ma na escala nacional de avaliação.
Estratégia diante
do desafio
O ano-safra de 2014/2015 foi desafiador
para o setor sucroenergético. A forte seca
diminuiu a produtividade dos canaviais, e o
regime de preços da gasolina limitou os pre-
ços estabelecidos para a comercialização
do etanol, afetando sua competitividade.
Do lado do açúcar, o mundo continua a pro-
duzir mais do que consome e os estoques
se acumulam, situação que se mantém há
cerca de quatro anos e impacta os preços
no mercado internacional. Diante desse
quadro, a estratégia adotada com sucesso
pela Raízen para conseguir bons resultados
e alcançar suas metas foi otimizar proces-
sos perseguindo ganhos de eficiência com
desenvolvimento, uso de novas tecnologias
e busca de melhores práticas.
A cogeração de energia pelas unidades
produtoras da companhia, por exemplo, teve
fortes ganhos de produtividade ao otimizar o
uso da biomassa disponível – as unidades da
Raízen utilizam o bagaço da cana-de-açúcar
na produção de energia suficiente para suprir
as necessidades industriais e ainda deixar
um excedente que é vendido no mercado.
Nos últimos quatro anos, a produtividade da
geração de energia a partir do bagaço subiu
de 27 kW por tonelada de cana para 49 kW
por tonelada (no ano-safra de 2013/2014, o
índice era de 47 kW por tonelada).
Para manter o crescimento no mercado
de combustíveis, mesmo em um cenário ad-
verso, a Raízen promove melhorias na qua-
lidade dos produtos e dos serviços em sua
rede de distribuição e investe no aumento
da rede de postos de abastecimento com
a marca Shell. A estratégia vem tendo su-
cesso: o volume de combustíveis vendido
no ano-safra de 2014/2015 cresceu 6% em
relação ao ano anterior, o que se refletiu em
um aumento no
market share
da marca.
Torres de energia
Vista geral de posto de serviço
com a marca Shell
Torre de vinhaça concentrada, subproduto
da produção de etanol na unidade Jataí
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