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Monitoramento do alto
Quando o canavial é visto de cima, a quali-
dade do plantio e as eventuais falhas podem
ser monitoradas. Além disso, as característi-
cas do terreno ficam mais evidentes. As van-
tagens de ter imagens georreferenciadas das
zonas de cultivo da cana-de-açúcar começa-
ram a ser exploradas com o uso de fotografias
feitas por satélites espaciais. Nesses casos,
porém, a defasagem e a qualidade das ima-
gens eram pontos negativos.
A alternativa encontrada pela Raízen para
esses casos é o uso de drones. Esses peque-
nos aviões pilotados remotamente carregam
câmeras e sensores capazes de capturar as
imagens aéreas georreferenciadas.
A Raízen utiliza os drones em dois momen-
tos: no primeiro, eles sobrevoam as áreas
cultiváveis antes do plantio, registrando a to-
pografia e outras características do terreno.
Essas informações são usadas pelos projetis-
tas da equipe agrícola para planejar o traçado
das linhas de plantio da cana. O objetivo é
proteger o solo da erosão, minimizar as ma-
nobras para a operação de máquinas e con-
seguir o melhor rendimento da plantação em
toneladas de cana por hectare.
Em um segundo momento, depois do plan-
tio, os drones voltam a sobrevoar o terreno.
As novas imagens aéreas permitem avaliar a
qualidade da plantação e identificar eventuais
falhas de cultivo: um monitoramento com grau
de detalhamento e visibilidade muito maior do
que seria possível em vistorias feitas no solo.
A Raízen começou a empregar drones na
safra de 2014/2015. A experiência bem-su-
cedida fez com que a companhia investisse
em novos aparelhos. No ano-safra corrente,
sete deles estão em uso em todas as áreas
de plantio.
A produção de cana atual da Raízen
destinada exclusivamente para o
etanol celulósico seria o suficiente
para produzir 1 bilhão de litros.
Outras tecnologias
A Raízen investe ainda em diversos projetos inovadores com o objetivo de me-
lhorar a produtividade de seus processos, os resultados de seus negócios e a
sustentabilidade de suas operações. A seguir, alguns exemplos:
Biogás a partir da vinhaça
O objetivo é transformar a matéria orgânica da vinhaça e da torta de filtro, sub-
produtos do processo produtivo de etanol, em gás metano. Esse gás pode ser
utilizado para produzir energia elétrica.
Muda pré-brotada
O plantio é feito atualmente com toletes, pedaços de cana enterrados no chão, des-
viando parte da produção para esse fim. O projeto visa produzir mudas de cana em
estufas e, dessa maneira, ampliar a produtividade do canavial. O plantio das mudas
cultivadas em estufa será testado na recuperação de falhas nos canaviais antes de ser
adotado em grande escala.
Sistematização do uso do solo
e georreferenciamento
O plantio e a colheita são georreferenciados, o que permite o uso de máquinas
guiadas por piloto automático. Essa prática possibilita plantar e colher a cana com
mais precisão e eficiência, preservando a integridade do canavial e evitando perdas.
O georreferenciamento permitiu também aumentar a densidade de linhas de plan-
tio sem prejuízo ao solo por processos de erosão. Além disso, no ano-safra de
2014/2015, a Raízen começou a usar veículos aéreos não tripulados (VANTs, ou
drones) para fazer imagens aéreas das terras cultiváveis e dos canaviais. Essas
imagens são utilizadas para planejar o plantio e monitorar o desenvolvimento da
cana (
leia mais sobre o uso dos drones no quadro ao lado
).
2013/2014
2014/2015
Mecanização da colheita
94,8%
96,9%
Planta de etanol de
segunda geração em
Piracicaba