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O Bolt na prática
Torre de controle, monitoramento de caminhões via satélite e cercas eletrônicas nos pon-
tos de partida e chegada dos trajetos são alguns dos componentes do sistema digital do
Projeto Bolt. Cada vez que um transportador aloca um caminhão a serviço da Raízen, é
acionada a torre de controle do sistema, situada em São Paulo. A partir desse momento, o
veículo é monitorado até o descarregamento no ponto de destino. A chegada do caminhão
é detectada pelas cercas eletrônicas dispostas em cada unidade produtora, terminal e ou-
tras instalações da companhia.
O trajeto é planejado para ser realizado no menor tempo possível, incluindo períodos de
espera e de descanso do motorista. A posição do caminhão estará sempre visível aos ope-
radores da torre de controle e qualquer desvio do plano pode ser corrigido com a rapidez
necessária. O sistema, dessa forma, reduz as incertezas e aumenta a previsibilidade de toda
a operação, o que se reflete em melhor utilização do tempo de operação e do
gate-to-gate
(tempo medido entre a chegada e a saída de um caminhão).
Os ganhos acumulados de tempo aumentam a produtividade dos equipamentos, o que
permitirá a redução do frete contratado, já que o fornecedor, por sua vez, opera em seu
menor custo e com mais eficiência.
midores de combustível. Essa estrutura per-
mite que o etanol e o biodiesel produzidos
em Mato Grosso sejam transportados por
ferrovia até Paulínia (SP), cuja refinaria produ-
zirá e escoará gasolina e diesel de volta pelos
mesmos trilhos.
Outro exemplo dessa estratégia é a ex-
pansão da base em Ourinhos (SP). Com as
atividades retomadas em 2012 e movimen-
tando apenas etanol, o terminal recebeu
R$ 50 milhões em investimentos para expan-
dir sua capacidade e otimizar a movimen-
tação de produtos entre o Sul e o Sudeste.
Agora, a instalação conta com capacidade
de armazenamento de 36 milhões de litros
de combustível. Com ambos os projetos, a
companhia reforça sua posição estratégica
no setor de distribuição no Brasil.
Etanolduto
Outro exemplo de foco em alternativas de
transportes para diminuir a dependência das
estradas é a participação da Raízen na cons-
trução de um etanolduto que interliga os Es-
tados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de
Janeiro. Acaba de entrar em operação um
novo trecho de Uberaba (MG) até Paulínia,
operando de forma integrada com dutos já
existentes. [EN30]
Mesmo com todos esses investimentos,
a estrutura logística brasileira faz com que o
transporte rodoviário continue sendo utilizado
pela Raízen em volumes expressivos. Diante
desse cenário, a companhia investe na oti-
mização e no planejamento para conquistar
ganhos cada vez maiores no transporte.
Bolt
O Projeto Bolt, implantado na safra de
2014/2015, chegou para reformular todo o
sistema logístico que interliga as refinarias, as
unidades produtoras, os terminais de distri-
buição e as transportadoras, operação que
envolve cerca de 3 mil caminhões.
O Bolt é baseado em um sistema digital
de planejamento, monitoramento e contro-
le por meio de
e-tracking
, acessível a todos
os participantes de qualquer etapa da cadeia
logística da Raízen. Todas as equipes envol-
vidas olham um sistema único que monitora
em tempo real as operações em andamento,
o que permite identificar e eliminar tempos
ociosos e dar respostas rápidas e coordena-
das a qualquer desvio dos planos originais.
Trata-se de uma revolução: antes do Bolt, os
times de etapas distintas, como planejamen-
to,
trading
e os vários estágios da operação
de transporte físico, trabalhavam com rotinas
e planilhas próprias, o que criava dificuldades
nas interfaces entre cada etapa, impedia a vi-
sualização integral da cadeia logística e dificul-
tava a reação imediata a eventos inesperados.
O objetivo do Bolt é ganhar tempo elimi-
nando ou reduzindo as ineficiências na ope-
ração. O projeto prevê um horizonte de cin-
co anos para atingir todas as suas metas. O
ganho de tempo no primeiro ano de opera-
ção do sistema foi de 20% em relação aos
processos realizados anteriormente (
leia mais
sobre o funcionamento do projeto no quadro
“O Bolt na prática”
).
Tubulação de combustíveis